2004/01/11
O DISCURSO "HARD-ROCK" DE JORGE COELHO
Jorge Coelho, ex-ministro da Administração Interna do Governo Guterres,
após dois anos de travessia do deserto, por causa da ponte de Entre-os-
Rios, regressa agora á luta política, com um discurso trauliteiro, onde faltam
apenas os "raios e coriscos" para completar o estilo fora de moda com que
pretende inflamar as hostes socialistas. Isto contraria a minha ideia aqui
expressa ontem. Mas isso só mostra como existe falta de visão na actual
direcção do Partido Socialista. Continua a sentir-se a falta de um liderança.
Não é com este discurso de Jorge Coelho que o PS, numa altura destas,
vai arrrepiar caminho. Porque falta credibilidade às palavras de JC. Ontem,
no Algarve, ouvimos o seu verbo: "Que raio de Governo é este"... "que raio
de conceito de autoridade tem este Governo"... "é urgente e necessário
pô-los na rua"... Este dircurso, nesta altura, não leva a lado nenhum.
De Manuela Ferreira Leite, lembrou JC que quando a ministra foi secretária
de Estado do Orçamento e ministra da Educação, deixou esses dois sectores
"em cacos". A esta distância, quem se lembra que Manuela Ferreira Leite
tenha partido a loiça? Mas diz JC que a actual ministra das Finanças, agora
no Governo de Durão Barroso, "está a pôr Portugal e a vida dos Portugueses
em cacos...". Temos de admitir que, na presente conjuntura económica, este
discurso é demagógico e não serve ao PS para captar as atenções do povo.
JC ainda se referiu às "privatizações que fazem uma confusão no país e
criam condições para outros países, nomeadamente os espanhois, tomem
conta de Portugal". Este discurso, mais parece vindo de Manuel Monteiro
que de um dirigente político com aspirações a governar. É apenas populismo.
Fraccionando-se e falando cada um para seu lado, dirigentes do PS tomaram
a iniciativa de criar o "Clube do Chiado", que mais parece um Clube de Amigos
pró-América. Neste clube encontramos grande parte da geração que militou no
movimento maoísta, o MRPP. Lá consta o nome de Álvaro Vasconcelos -- que
em tempos elogiava Henver Hoxa, dirigente da Albânia -- e, naturalmente,
José Lamego, que cada vez se distancia mais de Ferro Rodrigues. Divisões.
Sobre o processo Casa Pia, tambem vem agora opinar, o intelectual das
Artes, Augusto M. Seabra, que discursa sobra a "carta" e o "mensageiro";
e António Barreto que, a propósito das "fugas" vem defender os jornalistas
para, mais à frente dizer que "muitos jornais não têm brio em criar confiança".
Ainda sobre o processo da pedofilia, não quero deixar de estranhar o que
terá dito o psiquiatra Pio Abreu. Segundo os jornais, terá afirmado que "ser
violado por uma personalidade importante, faz bem à auto-estima da vítima".
A ser verdade, peço a Deus que perdôe, por piedade, a este Pio Abreu.
Jorge Coelho, ex-ministro da Administração Interna do Governo Guterres,
após dois anos de travessia do deserto, por causa da ponte de Entre-os-
Rios, regressa agora á luta política, com um discurso trauliteiro, onde faltam
apenas os "raios e coriscos" para completar o estilo fora de moda com que
pretende inflamar as hostes socialistas. Isto contraria a minha ideia aqui
expressa ontem. Mas isso só mostra como existe falta de visão na actual
direcção do Partido Socialista. Continua a sentir-se a falta de um liderança.
Não é com este discurso de Jorge Coelho que o PS, numa altura destas,
vai arrrepiar caminho. Porque falta credibilidade às palavras de JC. Ontem,
no Algarve, ouvimos o seu verbo: "Que raio de Governo é este"... "que raio
de conceito de autoridade tem este Governo"... "é urgente e necessário
pô-los na rua"... Este dircurso, nesta altura, não leva a lado nenhum.
De Manuela Ferreira Leite, lembrou JC que quando a ministra foi secretária
de Estado do Orçamento e ministra da Educação, deixou esses dois sectores
"em cacos". A esta distância, quem se lembra que Manuela Ferreira Leite
tenha partido a loiça? Mas diz JC que a actual ministra das Finanças, agora
no Governo de Durão Barroso, "está a pôr Portugal e a vida dos Portugueses
em cacos...". Temos de admitir que, na presente conjuntura económica, este
discurso é demagógico e não serve ao PS para captar as atenções do povo.
JC ainda se referiu às "privatizações que fazem uma confusão no país e
criam condições para outros países, nomeadamente os espanhois, tomem
conta de Portugal". Este discurso, mais parece vindo de Manuel Monteiro
que de um dirigente político com aspirações a governar. É apenas populismo.
Fraccionando-se e falando cada um para seu lado, dirigentes do PS tomaram
a iniciativa de criar o "Clube do Chiado", que mais parece um Clube de Amigos
pró-América. Neste clube encontramos grande parte da geração que militou no
movimento maoísta, o MRPP. Lá consta o nome de Álvaro Vasconcelos -- que
em tempos elogiava Henver Hoxa, dirigente da Albânia -- e, naturalmente,
José Lamego, que cada vez se distancia mais de Ferro Rodrigues. Divisões.
Sobre o processo Casa Pia, tambem vem agora opinar, o intelectual das
Artes, Augusto M. Seabra, que discursa sobra a "carta" e o "mensageiro";
e António Barreto que, a propósito das "fugas" vem defender os jornalistas
para, mais à frente dizer que "muitos jornais não têm brio em criar confiança".
Ainda sobre o processo da pedofilia, não quero deixar de estranhar o que
terá dito o psiquiatra Pio Abreu. Segundo os jornais, terá afirmado que "ser
violado por uma personalidade importante, faz bem à auto-estima da vítima".
A ser verdade, peço a Deus que perdôe, por piedade, a este Pio Abreu.
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