2004/01/09

 
As tricas com o processo da pedofilia voltaram à praça pública,
mas eu recuso-me a ir por aí... Cabe à Justiça dar andamento
ao processo e punir os crimes cometidos. Que assim aconteça.


Na terça-feira, José Manuel Fernandes (JMF), no seu editorial do "Público",
vinha cantar hossanas à vitória americana no Iraque, e falava ainda de um
"arco" de mudanças, que só ele é capaz de descortinar, entre Casablanca
e Islamabad. Este delírio de JMF, vertido em letras de imprensa no jornal de
que é director, pretende afirmar a justeza da guerra no Iraque, numa altura
em que George Bush se encontra empenhado em elaborar o seu "road map"
eleitoral, e precisa do apoio da opinião pública para conseguir a sua reeleição.

Não podemos esquecer que os motivos inventados para fazer a guerra,
ainda não estão totalmente esclarecidos. Todos os dias somos sonfrontados
com novos factos. Agora, até a Fundação Carnegie para a Paz Internacional,
vem afirmar que os relatórios foram sistemáticamente mal interpretados e que
os serviços secretos distorceram a realidade. Além disso, o "Washington Post"
diz que as armas quimicas e biológicas foram destruidas, pouco depois da Guerra
do Golfo, em 1991. Por outro lado, o "New York Times", afirma que "oficiais das
FA dos Estados Unidos, admitem que Whasington desistiu de encontrar as
"armas de destruição maciça, apontadas como um dos motivos que levaram
à guerra contra Saddam Hussein". E isto porque, durante os interrogatórios feitos
a algumas das figuras constantes do "Baralho de Cartas", designadamente
cientistas e militares do antigo regime, terão confessado que as referidas
armas há muito que não existiam no Iraque.

O Iraque é hoje uma imensa prisão para milhares de pessoas

No meio desta trapalhada e desta política suja, Bush e Blair, mudaram de
discurso e vêm falar, agora, apenas em "guerra de libertação dos iraquianos
que eram prisioneiros de Saddam Hussein, antigo amigo e aliado dos EUA...
Mas isto coloca Bush e Blair numa situação dificil, pois só mostra como estes
dois políticos foram capazes de mentir, reiteradamente, como tambem mostra
que se trata de dois políticos mentirosos, sem escrúpulos, capazes de fazer
uma guerra, apenas porque julgam ter convicções infalíveis em questões de
direitos humanos... o que representa uma grande hipocrisia da sua parte.

Entre 3 e 11.000, é o número de prisioneiros feito pelos EUA.

Tony Blair, revelou-se um "político-pinóquio". Desiludiu-nos a todos, sobretudo
aqueles que viam nele um líder capaz, para gerir os assuntos europeus. Pelo
contrário, levou a Europa a dividir-se. Agora, precisamos reunir forças, para
procurar outro dirigente europeu, com carisma e visão, pois a União Europeia
precisa de um político que trabalhe, seja honesto e defenda os interesses
dos europeus. Que não diga agora uma coisa, e amanhã outra. Tony Blair,
disse em 1999, que o seu colega de partido, Ken Livingstone, candidato a
"mayor" de Londres: "Acredito com convicção que ele seria um desastre em
Londres -- um desastre financeiro, em desastre em termos de crime, de polícia
e de comércio". Livingstone tem gerido bem a cidade e a sua reeleição está
assegurada. Agora, diz Tony Blair: "Se os factos mudam, em política deve
ser-se suficientemente grande para dizer que mudámos de ideias. Ele tem
feito um bom trabalho"-- remata Blair. Que dizer de políticos "cata-ventos"?

Ontem foram soltos 60 prisioneiros. Não sabem porque foram presos.

George Bush, a menos de um ano para eleições, tenta mudar de discurso e
de táctica. Por agora, lançou o "isco" aos imigrantes hispânicos, acenando-lhe
com legalização e residência. Aos iraquianos, tenta dizer que tudo vai bem,
que a paz e a segurança vão ser asseguradas. Aos seus concidadãos, afirma
que as coisas estão a melhorar... e, possivelmente, vai dizer à Nação que o
próximo grande desígnio para os Estados Unidos, vai ser a conquista de Marte...
Não lhe ficará mal a pretensão, pois na Mitologia, Marte era o deus da guerra.
Bush herdou um excedente equivalente ao PIB português. Tres anos depois,
tem um défice equivalente a mais de tres PIBs nacionais. Todos nós, europeus,
asiáticos, africanos ou sul-americanos, vamos pagar caro, este desperdício.
É nestas circunstâncias que me apetece repetir a célebre frase dos mercados:
-"É a economia, estúpido!". Para Bush, vai ser o calcanhar de Áquiles.

Dizem-se espoliados e prometem fazer resistência.





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