2003/12/14

 
WE GOT HIM ! -- Paul Bremer, said.
Finalmente, uma vitória conseguida por George Bush, graças aos seus
soldados. Já que, dois anos de perseguição a Bin Laden, não levaram à
sua captura, como era desejo de Bush, este troféu de guerra, veio animar
o pessoal do Pentágono e o seu chefe, Donald Rumsfeld, que estava a
ficar em maus lençóis por não conseguir a pacificação do Iraque. Não
podemos afirmar que, com a prisão de Saddam, os atentados contra a
ocupação do país vão acabar de imediato. É provável que as acções de
terror, nos próximos dias, aumentem de intensidade. Mas depois, iremos
assistir a uma possivel diminuição do numero de atentados, por cansaço
dos protagonistas, por falta de logística, de dinheiros e de uma liderança.

Ao que chega o ser humano, despedido de honrarias,
sem fardas, sem paradas militares nem vassalagens.


Para Saddam Hussein, esta captura, até pode ser um alívio, pois há muito
que era um homem isolado, traido por alguns fieis que com ele conviveram,
abandonado pelos seus generais, que não ousaram fazer frente às tropas
da Coligação, e com a família desmembrada -- os filhos morreram, resistindo
com armas de fogo ao cerco que lhes foi feito pelo exército americano-- e as
filhas e as mulheres refugiadas nos países vizinhos, Saddam Hussein pouco
ou nada já podia fazer. Ou se rendia, ou deixava-se capturar, sem resistência.

O mundo tem menos um tirano no activo. Saddam, como tantos outros, foi
utilizado pelos EUA, enquanto foi conveniente à política perversa utilizada
pela grande potência, na defesa dos seus interesses. Saddam foi um "amigo"
para os EUA, como antes fora Noriega, no Panamá, como foi Bin Laden no
Afganistão, enquanto lutou contra as forças soviéticas. Como foi Ferdinando
Marcos nas Filipinas, Mobutu no ex-Zaire e Suharto na Indonésia. Os Estados
Unidos, para atingir os fins, nunca olhou aos meios utilizados. Às vezes, para
defender uma boa causa, aliam-se quase sempre aos piores dirigentes, como
foi o caso de Saddam Hussein. Para combater o Irão, os "ayatholas" e a sua
"revolução islâmica", os Estados Unidos aliaram-se a Saddam, armaram o seu
Exército, cederam-lhe armas químicas, receberam-no como amigo, deram-lhe
as "Chaves de Ouro" de cidades americanas, atribuiram-lhe medalhas, etc.

Como eles eram amigos! Nesta imagem vemos Rumsfeld
a cumprimentar Saddam, acompanhado por Tarek Aziz.


Evidentemente que, os Estados Unidos, após o fim da guerra Irão-Iraque,
aperceberam-se do risco que representava Saddam Hussein, armado com um
poderoso Exército e com armamento sofisticado vendido pelas potências
ocidentais. Aí, recuaram e procuraram emendar o erro feito, mas era tarde.
Saddam tinha sido guindado a um estatuto de grande senhor, e ninguém
conseguia, dentro ou fora do Iraque, ser oposição e alternativa ao ditador.
Depois, os EUA fizeram meia-guerra, para libertar o Kwait, mas não acabaram
com o tirano. Através da ONU, ditaram uma série de restrições, um autêntico
embargo comercial que, como se vê há 40 anos, em Cuba, não resultou em
nada, a não ser as carências alimentares da população cívil, das mulheres e
sobretudo das crianças, que morreram aos milhares, por falta de medicamentos.

:-)
Amanhã vou para Torres Vedras e Bombarral. Uma visita às Caves da região,
seguida de almoço. Até ao Natal, vai ser um excesso de almoços e jantares.








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