2003/12/18
José Pacheco Pereira (Abrupto), no "Público" de hoje, vem dissertar sobre
as posições assumidas à direita e à esquerda, quando se trata de analizar
os factos acontecidos no Iraque, designadamente a captura de Saddam,
que tanta celeuma levantou entre aqueles que defenderam a guerra e os
que estiveram contra. A propósito da captura de Saddam, exibido pelas
câmaras de televisão até à nausea, José Pacheco Pereira desde o início
que condenou tal exagero, por falta de respeito da pessoa humana, ainda
que se tratasse de um ditador. Mas já o "cruzado" Luis Delgado, acusa os
que "se insurgem, por cá, com as imagens de Saddam a ser analisado por
um médico(...), quando se esquece as imagens dos pilotos aliados abatidos,
feridos e obrigados a fazer declarações contra a Convenção de Genebra".
Apesar da captura de Saddam, nos EUA continua
a discutir-se a questão das "armas de destruição
maciça" que ameaçavam a segurança dos EUA.
Perante este tiro de bazuca, disparado para atingir à esquerda e à direita,
Luis Delgado esqueceu-se de que, José Pacheco Pereira "não precisa que
lhe passe credenciais sobre matéria da guerra do Iraque". Por isso, JPP
responde a LD, dizendo que "a vitimização de Saddam humaniza-o". Como
bom mestre, JPP sugere a LD para este ter calma, para não responder aos
outros com argumentos de ocasião. "O pior que se pode fazer -- diz JPP --
numa questão tão séria como esta, é transformar as nossas opiniões e o
nosso envolvimento na causa política numa espécie de projecção subjectiva
da nossa pessoa e importância. As coisas correm bem, levanta-se a grimpa
e desdenha-se dos outros; as coisas correm mal e assobia-se para o lado
e coleccionam-se os "mas". Infelizmente isto é comum no debate português,
com raras excepções". Seria bom que Luis Delgado segui-se estes conselhos.
A captura de Saddam contribuiu para a subida de
Bush nas sondagens. Aqui o vemos, com o actor
John Travolta (aviador), no centenário dos irmãos
Wright. A chuva atrasou o voo da nave replicada.
Segundo o jornal jordano "Al-Arab Alyoun", Saddam teria sido traido por
um parente, que o acompanhava nas constantes mudanças, para fugir
a possiveis captores. Terá sido o coronel Mohamad Ibrahim al-Mislet quem
lhe ministrou sedativos, para que Saddam se tornasse presa fácil para ser
capturado. Por outro lado, um advogado do Bahrain, Abu Hussein, diz que
está a ser constituido um grupo de advogados de renome internacional para
defender Saddam, quando começar o julgamento em Bagdade. O chefe do
governo interino do Iraque, al-Hakin, afirmou em Londres, na presença de
Straw, que Saddam será julgado pelos iraquianos, num tribunal de Bagdade.
O Vaticano já tem a sua Árvore de Natal instalada na Praça de S. Pedro,
cheia de luz e cor, lembrando aos cristãos que a boa nova está a chegar.
;-))
Amanhã, tenho um almoço na capital. Nesta época do ano, é demais.
as posições assumidas à direita e à esquerda, quando se trata de analizar
os factos acontecidos no Iraque, designadamente a captura de Saddam,
que tanta celeuma levantou entre aqueles que defenderam a guerra e os
que estiveram contra. A propósito da captura de Saddam, exibido pelas
câmaras de televisão até à nausea, José Pacheco Pereira desde o início
que condenou tal exagero, por falta de respeito da pessoa humana, ainda
que se tratasse de um ditador. Mas já o "cruzado" Luis Delgado, acusa os
que "se insurgem, por cá, com as imagens de Saddam a ser analisado por
um médico(...), quando se esquece as imagens dos pilotos aliados abatidos,
feridos e obrigados a fazer declarações contra a Convenção de Genebra".
Apesar da captura de Saddam, nos EUA continua
a discutir-se a questão das "armas de destruição
maciça" que ameaçavam a segurança dos EUA.
Perante este tiro de bazuca, disparado para atingir à esquerda e à direita,
Luis Delgado esqueceu-se de que, José Pacheco Pereira "não precisa que
lhe passe credenciais sobre matéria da guerra do Iraque". Por isso, JPP
responde a LD, dizendo que "a vitimização de Saddam humaniza-o". Como
bom mestre, JPP sugere a LD para este ter calma, para não responder aos
outros com argumentos de ocasião. "O pior que se pode fazer -- diz JPP --
numa questão tão séria como esta, é transformar as nossas opiniões e o
nosso envolvimento na causa política numa espécie de projecção subjectiva
da nossa pessoa e importância. As coisas correm bem, levanta-se a grimpa
e desdenha-se dos outros; as coisas correm mal e assobia-se para o lado
e coleccionam-se os "mas". Infelizmente isto é comum no debate português,
com raras excepções". Seria bom que Luis Delgado segui-se estes conselhos.
A captura de Saddam contribuiu para a subida de
Bush nas sondagens. Aqui o vemos, com o actor
John Travolta (aviador), no centenário dos irmãos
Wright. A chuva atrasou o voo da nave replicada.
Segundo o jornal jordano "Al-Arab Alyoun", Saddam teria sido traido por
um parente, que o acompanhava nas constantes mudanças, para fugir
a possiveis captores. Terá sido o coronel Mohamad Ibrahim al-Mislet quem
lhe ministrou sedativos, para que Saddam se tornasse presa fácil para ser
capturado. Por outro lado, um advogado do Bahrain, Abu Hussein, diz que
está a ser constituido um grupo de advogados de renome internacional para
defender Saddam, quando começar o julgamento em Bagdade. O chefe do
governo interino do Iraque, al-Hakin, afirmou em Londres, na presença de
Straw, que Saddam será julgado pelos iraquianos, num tribunal de Bagdade.
O Vaticano já tem a sua Árvore de Natal instalada na Praça de S. Pedro,
cheia de luz e cor, lembrando aos cristãos que a boa nova está a chegar.
;-))
Amanhã, tenho um almoço na capital. Nesta época do ano, é demais.
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