2003/12/13

 
Afinal a corrupção tambem existe, em larga escala, nos Estados Unidos.
Não me refiro aos escândalos da WorldCom, da Enron, da GE ou Goldman
Sachs, e muito menos a todas as empresas cotados no Nadasq à data
da respectiva "bolha". Refiro-me à empresa que foi liderada pelo actual
vice-presidente Dick Chiney, a Hallliburton. Já sabiamos que o "lobby"
das petrolíferas e do armamento, pressionava George Bush. Porem, tres
anos após a sua eleição, depois de todos os escandalos financeiros que
abalaram a credibilidade do Nadasq e do Dow Jones, não esperávamos
por outros sinais de corrupção e falta de ética no tecido empresarial dos
Estados Unidos. Infelizmente, esses sinais continuam a surgir, minando
a credibilidade do sistema e provocando a ira dos analistas financeiros.

Com efeito, o país onde os economistas da "escola de Chicago", como
foi Milton Fridman, defenderam a "liberdade total do mercado", continua
a revelar-se uma caixa de surpresas, na área económica e financeira.
Agora, foi revelado um relatório de auditores, onde é referido que a
empresa KBR-Kellogs, Brown & Root, subsidiária da Halliburton -- que foi
presidida por Dick Chiney -- facturou a mais 61 milhões de dolares, por
abastecimento de gasolinas às Forças Armadas americanas no Iraque,
e num contrato firmado com o Departamento de Defesa sem garantias
de licitação no montante de 15,6 mil milhões de dolares. Como se não
bastasse, a Kellogs, Brown & Root facturou mais 67 milhões de dolares
por serviços de cafeteria servidos ao Pentágono, mas este recusou a
factura, por ser exagerada. Trata-se de empresas cotadas nos índices
bolsistas Dow Jones e Standard & Poor's. O descrédito, continua...

Os ataques às forças de ocupação do Iraque, prosseguem.
Ontem foi em Ramadi, tendo morrido um soldado americano.


No Médio-Oriente, continua a morrer gente todos os dias. Quando não
são os ataques suicidas ou os tanques israelitas, são as circunstâncias
criadas pelo sistema de segurança, que levam à morte de inocentes.
Foi o caso de um estudante universitário palestiniano que, num local
de "checkpoint" e de bloqueamento, acabou por ser abatido a tiro
pelo Exército de Sharon. Não se conhecem as razões, sabe-se apenas
que, a tensão provocada nas tropas e nos cívis pelo actual sistema de
controle, leva a situações como esta. À menor perturbação, dispara-se
e mata-se um inocente. É um clima de tensão permanente, insuportável.


Ao contrário dos fins de semana anteriores, hoje esteve um dia ameno,
cheio de sol, sem vento e propício para ir até à Serra da Estrela. Todavia
pelo que verifiquei, a maioria das pessoas "encafuaram-se" à sombra,
nos centros comerciais, fazendo as compras de Natal. Parece que anda
tudo desencontrado. Cá por mim, fui para Lisboa, cumprir o ritual mensal
de almoço a "quatro", no Chimarrão. Foi um repasto sem tempo marcado,
cerimonioso, requintado, saboroso -- só faltou o "forró" mineiro. Mas valeu
a pena, desde a caipirinha, à "entrada" de camarão à angolana, passando
pelo "bufet" a frio e entrando nas "peças" de carne a quente -- alcatra,
maminha, cupim, presunto, picanha, banana frita, búfalo, picanha ao alho,
ananás frito, mais cupim, etc. -- uma delícia. No final, uma travessa de
frutos tropicais: papaia, kiwi, laranja, anona e ananás. No que diz respeito
a bebidas: tinto Porta de Cavaleiros, colheita de 1996; rematámos com
um café bem quente e aromático, seguido de "James Martin - 25 Years".


No meu almoço dos "Quatro", por estranho que pareça, perante
tanta fartura, lembrei-me dos milhões de pessoas que passam
fome total, neste mundo de abundância... Como poderiamos nós,
os bem-aventurados, ajudar os famintos a chegar à abundância?
Não é, certamente, através de simples gestos de caridade... Mais
tarde, voltarei a este assunto -- não se pode ignorar ou esquecer.









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