2003/11/07
M I S C E L Â N I A
Miguel Sousa Tavares (MST) dá-nos hoje o seu ponto de vista sobre
o resultado da sondagem encomendade pela União Europeia, onde era
pedido aos inquiridos para dizerem quais são os países mais perigosos
do mundo, tendo a maioria respondido que era Israel. Quem ficou muito
irritado com este resultado, foi o "cruzado" António Ribeiro Ferreira que
se encontra entrincheirado, ainda, no Diário de Notícias. "O terror a que
os palestinianos lançam mão alimenta-se do ódio do presente, causado
pelo terror israelita, e subsiste exactamente porque não há, para os
palestinianos, qualquer sinal de esperança no futuro", refere MST, que
acusa o trabalhista Shimon Perez de "verdadeiro traidor dos ideais de
Yitazak Rabin [assassinado por judeus] por se ter calado" perante os
massacres cometidos pelo Tzahal nas incursões a cidades palestinianas.
Israel é perigoso, pois não aceita conselhos de ninguem, porque se julga
o "povo eleito" em relação aos outros povos. Isto é fundamentalismo...
Finalmente Maria Elisa, a deputada "light", abandonou o Parlamento, e,
para se despedir, escolheu o Fundão, onde falou à comunicação social.
Não teve coragem de se apresentar em Castelo Branco, por cujo circulo
eleitoral foi eleita deputada -- por uma unha negra. Com esta saída do
Parlamento, Maria Elisa vai para Londres (a expensas do ministério dos
Negócios Estrangeiros) e poupa, assim, Jorge Lacão e não só, pois
tambem António Costa, intercedeu a seu favor na Comissão de Ética,
tendo dito que ela "foi vítima da inveja nacional e da mediocridade dos
seus colegas da RTP". Aliás, Rui Baptista, nas suas "Crónicas de Amor
e Ódio" de hoje, no Público, considera António Costa, "o cavaleiro andante
de Elisa, aquele que "torceu" a lei para que a jornalista/assessora/conse-
lheira/deputada pudesse resguardar-se em Londres". Boa observação.
(foto: cortesia de "Anchorage Daily News", Alaska, USA)
José Manuel Fernandes não gostou de saber, através de sondagem da
revista "Visão", que as figuras públicas que merecem mais confiança aos
portugueses são: Jorge Sampaio, Rui Teixeira e Marcelo Rebelo de Sousa,
ou seja, os "Tres Magníficos". Vai daí, no seu editorial, tenta desconstruir
cada uma daquelas figuras dizendo que, "o Presidente da República, é
uma espécie de anjo descido à terra"; que "Rui Teixeira, mostra ser um
juiz inflexivel e justiceiro", mas que este sentimento se mistura com
"sentimentos menos nobres de vingança e inveja"(?); que Marcelo é
"uma espécie de grilo do Pinóquio", com talento, mas onde é ele que
"faz o exame, mas nunca é examinado". Para José Manuel Fernandes,
os resultados desta sondagem são um "sinal da doença dos tempos que
vivemos". (Nada a fazer: JMF é vesgo, não consegue ver direito. Ele sofre.
A propósito da XI Feira do Livro Português, que hoje encerrou em São
Tomé e Príncipe, Jorge Bom Jesus, director da Biblioteca Nacional daquele
país, disse que "há uma sede enorme de livros", e lamenta-se por não
"haver no país uma rede de livrarias". Ora aqui está uma lacuna que
devia ser prontamente remediada pela pelo nosso país. Temos esse
dever. Não sendo nós a faze-lo -- como faz a Camara Municipal do Seixal,
outros irão tomar o nosso lugar, como Taiwan, que apoia São Tomé com
30.000 dolares. É pouco, mas é muito relevante, na medida em que
não há afinidades culturais, nem conhecimento do idioma ou do alfabeto.
Nós temos esquecido o nosso dever de ajudar as antigas colónias, de
ajudar o desenvolvimento económico e social das suas gentes. Deviamos
ter presente, o papel da França e de Inglaterra, nas suas ex-colónias.
Miguel Sousa Tavares (MST) dá-nos hoje o seu ponto de vista sobre
o resultado da sondagem encomendade pela União Europeia, onde era
pedido aos inquiridos para dizerem quais são os países mais perigosos
do mundo, tendo a maioria respondido que era Israel. Quem ficou muito
irritado com este resultado, foi o "cruzado" António Ribeiro Ferreira que
se encontra entrincheirado, ainda, no Diário de Notícias. "O terror a que
os palestinianos lançam mão alimenta-se do ódio do presente, causado
pelo terror israelita, e subsiste exactamente porque não há, para os
palestinianos, qualquer sinal de esperança no futuro", refere MST, que
acusa o trabalhista Shimon Perez de "verdadeiro traidor dos ideais de
Yitazak Rabin [assassinado por judeus] por se ter calado" perante os
massacres cometidos pelo Tzahal nas incursões a cidades palestinianas.
Israel é perigoso, pois não aceita conselhos de ninguem, porque se julga
o "povo eleito" em relação aos outros povos. Isto é fundamentalismo...
Finalmente Maria Elisa, a deputada "light", abandonou o Parlamento, e,
para se despedir, escolheu o Fundão, onde falou à comunicação social.
Não teve coragem de se apresentar em Castelo Branco, por cujo circulo
eleitoral foi eleita deputada -- por uma unha negra. Com esta saída do
Parlamento, Maria Elisa vai para Londres (a expensas do ministério dos
Negócios Estrangeiros) e poupa, assim, Jorge Lacão e não só, pois
tambem António Costa, intercedeu a seu favor na Comissão de Ética,
tendo dito que ela "foi vítima da inveja nacional e da mediocridade dos
seus colegas da RTP". Aliás, Rui Baptista, nas suas "Crónicas de Amor
e Ódio" de hoje, no Público, considera António Costa, "o cavaleiro andante
de Elisa, aquele que "torceu" a lei para que a jornalista/assessora/conse-
lheira/deputada pudesse resguardar-se em Londres". Boa observação.
(foto: cortesia de "Anchorage Daily News", Alaska, USA)
José Manuel Fernandes não gostou de saber, através de sondagem da
revista "Visão", que as figuras públicas que merecem mais confiança aos
portugueses são: Jorge Sampaio, Rui Teixeira e Marcelo Rebelo de Sousa,
ou seja, os "Tres Magníficos". Vai daí, no seu editorial, tenta desconstruir
cada uma daquelas figuras dizendo que, "o Presidente da República, é
uma espécie de anjo descido à terra"; que "Rui Teixeira, mostra ser um
juiz inflexivel e justiceiro", mas que este sentimento se mistura com
"sentimentos menos nobres de vingança e inveja"(?); que Marcelo é
"uma espécie de grilo do Pinóquio", com talento, mas onde é ele que
"faz o exame, mas nunca é examinado". Para José Manuel Fernandes,
os resultados desta sondagem são um "sinal da doença dos tempos que
vivemos". (Nada a fazer: JMF é vesgo, não consegue ver direito. Ele sofre.
A propósito da XI Feira do Livro Português, que hoje encerrou em São
Tomé e Príncipe, Jorge Bom Jesus, director da Biblioteca Nacional daquele
país, disse que "há uma sede enorme de livros", e lamenta-se por não
"haver no país uma rede de livrarias". Ora aqui está uma lacuna que
devia ser prontamente remediada pela pelo nosso país. Temos esse
dever. Não sendo nós a faze-lo -- como faz a Camara Municipal do Seixal,
outros irão tomar o nosso lugar, como Taiwan, que apoia São Tomé com
30.000 dolares. É pouco, mas é muito relevante, na medida em que
não há afinidades culturais, nem conhecimento do idioma ou do alfabeto.
Nós temos esquecido o nosso dever de ajudar as antigas colónias, de
ajudar o desenvolvimento económico e social das suas gentes. Deviamos
ter presente, o papel da França e de Inglaterra, nas suas ex-colónias.
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