2003/11/01
A economia da Rússia vai bem. O que sabemos, neste momento,
é que está a ser feita uma avaliação das nacionalizações da era
Ieltsine, quando a "nomenkulatura" tomou conta das principais
empresas da Federação, a troco de uns milhões de rublos -- que
pouco valiam, dada a sua depreciação -- pelo grupo de pessoas
ligadas ao clã denominado "família Ieltsine". Foi o tempo da dela-
pidação do estado soviético, quando meia dúzia de pessoas
conseguiu, de forma pouco clara, apoderar-se de empresas gigantes
do ramo aeronáutico, da exploração de gas e petróleo, das minas
de carvão, das fundições de aço e alumínio. Foi o regabofe da era
Ieltesine, quando as fábricas de Vodka se expandiram e entraram
em litígio por causa das respectivas patentes.
O Público de hoje, pela análise de Jorge Almeida Fernandes, dá-nos
um quadro histórico realista, desses tempos em que a pobreza, o
crime e as máfias tomaram conta das ruas de Moscovo. Apresenta
a biografia dos "Nove magníficos", onde se contam Abramovich,
Anatoli Tchubais, Berezovski, Gussinski e Khodorkovski, de 40 anos
de idade, com uma fortuna de 8.000 milhões de dolares e é o 26º.
homem mais rico do mundo, que se preparava para vender a sua
participação na petrolífera Yukos à americana Exxonmobil. Mas
como ao Director do Público, José Manuel Fernandes (quase são
homónimos), a análise de Jorge Almeida Fernandes ter-lhe-á soado
a "neo-realismo", vai ele, antecipa-se, e, numa página anterior, faz
uma análise totalmente diversa da expressa por aquele colaborador.
Não deixa de ser uma forma de "intromissão" no trabalho de JAF...
Já que estamos em águas "off-shore", onde muito se investe na
pesquisa e exploração de petróleo, regista-se aqui a "sorte grande"
saída a S. Tomé e Príncipe, o país mais pequeno e mais pobre da
CPLP, com cerca de 964 km2 de extensão e 135 mil habitantes:
o leilão dos blocos de exploração foi muito concorrido, e, por isso,
em vez dos esperados 70 milhões, o Governo sãotomense vai
receber 200 milhões de dolares -- quatro vezes mais que o seu
orçamento anual. Estes 200 milhões, correspondem sómente ao
bónus de assinatura de contrato. O povo sãotomense bem merece
esta fonte de receita para acabar com a malária, e começar uma
nova era de desenvolvimento. Espera-se, da parte do Governo,
transparência nas contas públicas e vontade de acabar com a miséria.
é que está a ser feita uma avaliação das nacionalizações da era
Ieltsine, quando a "nomenkulatura" tomou conta das principais
empresas da Federação, a troco de uns milhões de rublos -- que
pouco valiam, dada a sua depreciação -- pelo grupo de pessoas
ligadas ao clã denominado "família Ieltsine". Foi o tempo da dela-
pidação do estado soviético, quando meia dúzia de pessoas
conseguiu, de forma pouco clara, apoderar-se de empresas gigantes
do ramo aeronáutico, da exploração de gas e petróleo, das minas
de carvão, das fundições de aço e alumínio. Foi o regabofe da era
Ieltesine, quando as fábricas de Vodka se expandiram e entraram
em litígio por causa das respectivas patentes.
O Público de hoje, pela análise de Jorge Almeida Fernandes, dá-nos
um quadro histórico realista, desses tempos em que a pobreza, o
crime e as máfias tomaram conta das ruas de Moscovo. Apresenta
a biografia dos "Nove magníficos", onde se contam Abramovich,
Anatoli Tchubais, Berezovski, Gussinski e Khodorkovski, de 40 anos
de idade, com uma fortuna de 8.000 milhões de dolares e é o 26º.
homem mais rico do mundo, que se preparava para vender a sua
participação na petrolífera Yukos à americana Exxonmobil. Mas
como ao Director do Público, José Manuel Fernandes (quase são
homónimos), a análise de Jorge Almeida Fernandes ter-lhe-á soado
a "neo-realismo", vai ele, antecipa-se, e, numa página anterior, faz
uma análise totalmente diversa da expressa por aquele colaborador.
Não deixa de ser uma forma de "intromissão" no trabalho de JAF...
Já que estamos em águas "off-shore", onde muito se investe na
pesquisa e exploração de petróleo, regista-se aqui a "sorte grande"
saída a S. Tomé e Príncipe, o país mais pequeno e mais pobre da
CPLP, com cerca de 964 km2 de extensão e 135 mil habitantes:
o leilão dos blocos de exploração foi muito concorrido, e, por isso,
em vez dos esperados 70 milhões, o Governo sãotomense vai
receber 200 milhões de dolares -- quatro vezes mais que o seu
orçamento anual. Estes 200 milhões, correspondem sómente ao
bónus de assinatura de contrato. O povo sãotomense bem merece
esta fonte de receita para acabar com a malária, e começar uma
nova era de desenvolvimento. Espera-se, da parte do Governo,
transparência nas contas públicas e vontade de acabar com a miséria.
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