2004/01/05

 
A politica de desregulação dos mercados, defendida por Ronald Reagan,
Margaret Thatcher e pelo guru dos anos 80, Milton Friedman, da escola de
Chicago, continua a ser recomendada pelos economistas liberais, como
sendo a panaceia para a expansão da economia mundial. Só que, quando
acontecem casos como a Enron, a World Com e, agora, a Parmalat italiana,
os mesmos economistas, não encontram outra solução, para salvar aquelas
empresas, que não seja a intervenção do Estado. Daí se infere que, nalguns
sectores da economia, o interesse público só é defendido desde que o Estado
seja parceiro na sua gestão. Caso contrário, os direitos do consumidor ou
dos utentes, acabam por não ser defendidos, pela força das circunstâncias.

No tempo de Reagan e Margaret Thatcher, as companhias de aviação que
existiam no mercado, foram desmembradas por legislação desreguladora que,
diziam, traria muitos benefícios para os passageiros, pois a concorrência ia
fazer baixar os preços. Assim, desapareceram do mercado companhias muito
conhecidas, como TWA, PanAm, BOAC, PanAir, e, mais recentemente, Sabena
e Swissair. Apareceram as Virgin, Ryanair, Go, Yes, Portugália, Luxor, Flash, etc.
De facto, as viagens são mais baratas, porque os aviões consomem menos
Jet, porque as grandes rotas deram lugar a vôos de curta distância, quase
sempre em regime "charter", com sistema de total ocupação de lugares, etc..

Mas o negócio de aviação comercial, é muito contingente; as crises políticas
e económicas podem, de um momento para outro, acarretar problemas de
gestão de empresa, de manutenção de aviões, de subida no custo do combustível,
de crise em zonas de lazer, etc.. É verdade que os procedimentos e as normas
de segurança na avição comercial, são, a nível mundial, muito rigorosas, mas
nem por isso deixam de acontecer situações como a egípcia Flash Air e na
portuguesa Air Luxor. Esta, é uma empresa familiar, com percurso feito de
sucesso até agora. A família Murpi, mostrou ser conhecedora e competente
para o negócio de aviação comercial -- não apenas na gestão, mas tambem
no vôo, pilotagem e manutenção de aeronaves. Tem um curriculo de sucesso,
e, por isso, se estranha o que tem estado a acontecer nos últimos dias.

Nos EUA, os passageiros de 28 países, entre eles o Brasil,quando
chegam são fotografados, deixam impressões digitais e um questionário.
As autoridades brasileiras obrigam os americanos a outro tanto, como
represália e em conformidade com o "princípio da reciprocidade".


Seria bom que a empresa resolvesse a situação, para não haver mais gente
nos aeroportos à espera do avião da Air Luxor... que não aparece, e quando
aparece, não é dada satisfação aos passageiros. Alguma coisa está mal...
Ou será que a familia Murpi já não tem meios de "aguentar o leme" para levar
a sua empresa a um IPO na Euronext Lisboa -- como pretendia? Temo que,
este caso possa vir a ser mais um, como a Portugália que, neste momento,
só existe, porque foi ajudada, em parceria, pela TAP, que é bandeira pública.

Exercícios.... BASE (Buildings, Antennes, Spans and Earth). Saltos
em para-quedas nas Torres Gémeas Petronas, imagem de marca
de Kuala Lumpur, capital da Malasia.









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