2004/01/13

 
"Eu sou bloquista, do Porto e cosmopolista", responde Mísia, com
ironia e frontalidade a Paulo Cunha e Silva, director do Instituto das
Artes, que há dias, numa entrevista ao "Público", afirmava que o fado,
"era o exemplo do estereótipo redutor da nossa identidade cultural no
estrangeiro". De facto, trata-se de um comentário descabido, redutor
da mentalidade novo-riquista de pseudo-intelectuais portugueses. Na
verdade, o fado, assim como o flamenco em Espanha, tem raizes no
passado ibérico, onde a cultura árabe nos deixou um eco do seu povo.
Porquê, então vir menosprezar o "fadinho"? Será o fado, a nossa única
causa de atraso cultural, económico e social? Claro que não é verdade.


Corpo gelado..... Homem corre, após ter mergulhado nas águas geladas
do rio Sozh, 300 kms a sul de Minsk, capital da Bielo-Rússia. Que arrepio!


"Para [PCS] nos transmitir a sua ideologia não era necessário escolher
uma disciplina artística como vítima" -- continua Mísia, vibrando umas
"farpas" valentes em PCS: "Camané e Kátia Guerreiro cantam no Théatre
de da Ville em Paris. Mariza ganha o prémio BBC, nos auditórios das
universidades nos Estados Unidos, no festival de Avignon, em Moscovo,
ouvem-se fados com palavras de Saramago, Augustina Bessa-Luis, Vasco
Graça Moura. Estamos assim a afirmar a nossa presença cultural no
estrangeiro de uma forma local/universal e... contemporânea".
Com tudo isto, sou levado a crer que, Paulo Cunha e Silva, não sabe do
que fala, e, se sabe, deve esclarecer-nos, respondendo ao "fadinho de
Paulo Cunha e Silva", publicado hoje no "Público", por Mísia. Aguardamos.


Enquanto no Iraque continuam a morrer soldados e a cair
helicópetros, mas tambem iraquianos, sejam homens, mulheres
ou crianças, em Israel a loucura de Sharon expressa-se cada
vez mais na construção do "Muro do Apartheid", contra tudo
e contra todos, americanos, europeus e até israelitas...





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