2004/01/06
De Espanha, sopra bom vento para o nosso desenvolvimento.
Apetece-me contrapôr algo, para desfazer o mito deixado pelo regime de
Salazar, em que dizia: de Espanha, nem bom vento nem bom casamento.
Num tempo de plena integração europeia, ainda há quem viva de medos
cultivados pela antiga ditadura; este, é um deles. Foi criado para Salazar
ter um inimigo de estimação, e levar os portugueses a indignarem-se para
para o exterior, para esquecerem os problemas que existiam cá dentro.
Vem isto a propósito do falso patriotismo demonstrado por alguns de nós,
sempre que se trata de gerir ou expandir negócios para Espanha, onde a
concorrência e desregulação é semelhante à dos países da eurolândia.
Ainda bem que, para clarificar este estado de coisas, Carlos Moreira da Silva,
gestor de duas importantes empresas do universo SONAE que operam em
Espanha, vem hoje, no "Público", aconselhar os portugueses anti-ibéricos,
a "Fazer como os espanhois" e lembrar que, a questão está na qualificação
dos gestores, na produtividade e na inovação empresarial. As condições,
sem a protecção estatal de outrora, são meramente de competitividade.
Durante a celebração da Epifânia, dedicada à chegada dos Reis Magos a
Belém, um actor surge suspenso por um balão na noite festiva, em Barcelona.
O grupo SONAE está em Espanha com a Sonae Indústria, que comprou a
espanhola Tafisa, a Barbosa e Almeida, que tambem comprou uma empresa
de cristais, e espera-se que, dentro de alguns anos, sejam ambas líderes
nos aglomerados de madeira e na cristaleria. Em Espanha estão a Renova,
a Soporcel e a CIN, qualquer delas com posição de relevo naquele mercado.
Com a integração do MIBEL-Mercado Ibérico de Electricidade, a EDP -- que
já tem 40 por cento da Hidrocantábrico -- pode vir a ter um papel importante
para ultrapassar os Pirinéus... Portanto, excluindo a banca, não haverá
muito para nos lamentarmos. O caso Chapallimaud (Mundial-Confiança, CPP,
Totta e BPSM), foi um caso de vingança política, de puro revanchismo por
parte daquele industrial que, saiu do país em 1975 com um "império" de
uns 20 milhões de contos, e, em 1986 (?), o estado português entrega-lhe
esse mesmo "império", que depois vendeu por cerca de 300 milhões contos.
Neste Dia de Reis, um grupo de búlgaros desafia as águas geladas para
buscar um crucifixo lançado pelo padre, durante as festas da Epifânia.
Dizem que, quem o encontrar, vai ter boa saúde durante o Novo Ano!...
Não podemos esquecer que Espanha, no que respeita a estatísticas, vale
sempre quatro vezes mais que Portugal; seja em termos de população, seja
em termos de PIB. Portugal e Espanha, dentro do conceito Ibérico, podem
beneficiar muito, pois toda a América Latina (do Sul e Central), esperam há
muito pela colaboração dos países ibéricos, em todos os domínios. Neste
momento, Espanha e Portugal, têm negócios conjuntos no Brasil. E podendo
os portugueses investir, como os espanhois, o mercado ibero-americano é
uma imensa oportunidade para desenvolverem parcerias. Portanto, a questão
central -- como diz Carlos Moreira da Silva -- é a qualificação dos empresários,
que devem ter não apenas habilitações académicas mas tambem profissionais.
Os portugueses precisão de ser arrojados, ter uma visão do mundo mais
voluntariosa; nós e a Europa, agora mais que nunca, precisamos de visionários.
Apetece-me contrapôr algo, para desfazer o mito deixado pelo regime de
Salazar, em que dizia: de Espanha, nem bom vento nem bom casamento.
Num tempo de plena integração europeia, ainda há quem viva de medos
cultivados pela antiga ditadura; este, é um deles. Foi criado para Salazar
ter um inimigo de estimação, e levar os portugueses a indignarem-se para
para o exterior, para esquecerem os problemas que existiam cá dentro.
Vem isto a propósito do falso patriotismo demonstrado por alguns de nós,
sempre que se trata de gerir ou expandir negócios para Espanha, onde a
concorrência e desregulação é semelhante à dos países da eurolândia.
Ainda bem que, para clarificar este estado de coisas, Carlos Moreira da Silva,
gestor de duas importantes empresas do universo SONAE que operam em
Espanha, vem hoje, no "Público", aconselhar os portugueses anti-ibéricos,
a "Fazer como os espanhois" e lembrar que, a questão está na qualificação
dos gestores, na produtividade e na inovação empresarial. As condições,
sem a protecção estatal de outrora, são meramente de competitividade.
Durante a celebração da Epifânia, dedicada à chegada dos Reis Magos a
Belém, um actor surge suspenso por um balão na noite festiva, em Barcelona.
O grupo SONAE está em Espanha com a Sonae Indústria, que comprou a
espanhola Tafisa, a Barbosa e Almeida, que tambem comprou uma empresa
de cristais, e espera-se que, dentro de alguns anos, sejam ambas líderes
nos aglomerados de madeira e na cristaleria. Em Espanha estão a Renova,
a Soporcel e a CIN, qualquer delas com posição de relevo naquele mercado.
Com a integração do MIBEL-Mercado Ibérico de Electricidade, a EDP -- que
já tem 40 por cento da Hidrocantábrico -- pode vir a ter um papel importante
para ultrapassar os Pirinéus... Portanto, excluindo a banca, não haverá
muito para nos lamentarmos. O caso Chapallimaud (Mundial-Confiança, CPP,
Totta e BPSM), foi um caso de vingança política, de puro revanchismo por
parte daquele industrial que, saiu do país em 1975 com um "império" de
uns 20 milhões de contos, e, em 1986 (?), o estado português entrega-lhe
esse mesmo "império", que depois vendeu por cerca de 300 milhões contos.
Neste Dia de Reis, um grupo de búlgaros desafia as águas geladas para
buscar um crucifixo lançado pelo padre, durante as festas da Epifânia.
Dizem que, quem o encontrar, vai ter boa saúde durante o Novo Ano!...
Não podemos esquecer que Espanha, no que respeita a estatísticas, vale
sempre quatro vezes mais que Portugal; seja em termos de população, seja
em termos de PIB. Portugal e Espanha, dentro do conceito Ibérico, podem
beneficiar muito, pois toda a América Latina (do Sul e Central), esperam há
muito pela colaboração dos países ibéricos, em todos os domínios. Neste
momento, Espanha e Portugal, têm negócios conjuntos no Brasil. E podendo
os portugueses investir, como os espanhois, o mercado ibero-americano é
uma imensa oportunidade para desenvolverem parcerias. Portanto, a questão
central -- como diz Carlos Moreira da Silva -- é a qualificação dos empresários,
que devem ter não apenas habilitações académicas mas tambem profissionais.
Os portugueses precisão de ser arrojados, ter uma visão do mundo mais
voluntariosa; nós e a Europa, agora mais que nunca, precisamos de visionários.
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