2003/12/10

 
A propósito das eleições legislativas realizadas na Rússia, José Manuel
Fernandes (JMF), no seu editorial de hoje, no "Público", mete os pés pelas
mãos para dizer que, o vencedor, Vladimir Putin, pode vir a revelar-se como
o "Czar Bom" do povo russo. Mas, a longo prazo, é insustentável, e perigoso
pois, "nenhuma sociedade, com uma classe média sólida e consciente dos
seus direitos, aceita monarcas absolutos, mesmo que iluminados.

Não se trata de malabarismos, mas sim da apresentação de novos penteados
e maquilhagens realizada em Pequim por jovens modelos. A China, moderniza.


Para JMF, nada está bem, a menos que se trate de factos registados nos
States. Esquece JMF que, George Bush, foi eleito por minoria de votos em
relação a Al Gore, mas tem-se portado como um "Czar Mau", autoritário,
unilateral, teimoso, pouco iluminado. É um político pouco esclarecido, pois
não sabia que, no Brasil, tambem há negros... Que no Japão, o desporto
nacional não é o Judo, mas sim o Sumo. Que a Colômbia faz parte da
América do Sul e não de África. Gente assim, anda mal aconselhada.

George Bush recebeu em Washington, o primeiro ministro da China, We
Jiabao, a quem apoiou na recusa do referendum a realizar em Taiwan.


Para além dos czares que ensombram o espírito de JMF, a verdade é que
a Rússia está no bom caminho, muito longe da era Ieltsin, quando a política
cheirava a "vodka". A economia russa está a crescer, os oligarcas e as máfias
foram travadas, e o povo começa a ter orgulho da sua história e da sua
Pátria. Dir-me-á JMF que isso, é nacionalismo. E as bandeiras, os pins e as
medalhas na lapela de Bush e Rumsfeld, não são uma manifestação de
nacionalismo? JMF e outros "mestres" na arte de defender os States, acusando
todos os outros países de anti-democráticos, devem ver que o mundo mudou.

Segundo noticia do "The Washington Times", parte dos iraquianos que
apoiaram a invasão do Iraque, querem agora que os EUA abandonem
aquele país, quanto antes, e vão continuar nos ataques aos marines.


Mais uma vez George Bush, vai contra o direito internacional, contra a OMC,
contra o apregoado "mercado livre", ao proibir a China, o Japão, a França
e a Alemanha de fazerem negócios com o Iraque. A reconstrução é reservada
aos amigos que aceitaram a guerra. No entanto, George Bush veio à Europa
e a outros países estender a mão, pedindo dinheiros para a reconstrução
do Iraque!... Que havemos de pensar, da potência imperial que assim dita
as leis do "quero, posso e mando"? Temos que aguardar pelas eleições
de 2004, para podermos esperar por outra gente e por outra política.

O secretário da Defesa norte-americano, Paul Wolfowitz, acompanhado
por Straw, quando anunciou a lista de exclusão dos países que não vão
tomar parte na reconstrução do Iraque. De Portugal, irão cinco empresas.


Al Gore veio avalizar a candidatura de Howard Dean às presidenciais pelo
Partido Democrático. Este facto causou uma ebulição muito grande entre os
restantes oito candidatos. Vamos esperar pelo início das primárias, que vão
começar em Janeiro. A campanha começa a animar, com discursos mais ou
menos inflamados. Um dos senadores republicanos, numa entrevista que
fez à Imprensa, afirma que George Bush ganhou não por ter o maior número
de votos, mas porque ele foi o "escolhido" por Deus!... God bless América!

Al Gore ao afirmar o seu apoio ao candidato democrata, Howard Dean.





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