2003/12/01

 
Hoje é o Dia Mundial dedicado à SIDA/AIDS

Embora eu concorde com as ideias expressas no "Público" de hoje,
pelo embaixador dos EUA em Lisboa, John N Palmers -- por sentir que
são justas e honestas -- não posso deixar de manifestar a minha revolta
contra as multinacionais dedicadas à investigação na área da saúde, por
darem preferência ao lucro e à "performance" bolsista das suas acções
cotadas em Wall Street, perseguindo apenas a riqueza dos seus accio-
nistas em detrimento do real interesse na luta contra as doenças. Para
as multinacionais o importante é haver "procura" para os seus produtos,
devidamente protegidos pelo registo de patentes. Isto leva a que, pelo
menos durante 20 anos, ninguem mais possa fabricar o mesmo produto,
por metade ou um terço do preço actual. Não fôsse a soberba, a ganância
e o egoísmo das multinacionais, há muito que o mundo estaria aliviado de
pandemias e sofrimentos que devastam os povos mais necessitados.


Com o desenvolvimento económico, os chineses puzeram de lado o "slogan"
"decadência da burguesia" com que apelidavam os concursos das "misses".
Este grupo de concorrentes ao título de "Miss Mundo", mostra-se radiante
pela estadia no "resort" da ilha Hainan, situada no sul da China.


Eduardo Prado Coelho, na sua coluna "O Fio do Horizonte" do Público de
hoje, fala-nos de "A experiência concreta". Eu não li o artigo na íntegra,
porque nem sempre consigo entender EPC. Assim, comecei por ler as
primeiras linhas-- onde EPC cita "Le Monde"-- e passei logo para o último
parágrafo, em que diz: "Vale a pena ler este texto". Aceitei o conselho e
voltei atrás para ler o destaque feito pelo paginador, a meio da coluna,
entre dois "filetes": "Se o paciente está no serviço de saúde, considerando
a dimensão do centro, então o circulo deve ser imenso". Não compreendi
de que falava EPC, como tem acontecido amiudadas vezes. Mas o problema
deve ser meu, pois um intelectual, como é EPC, deve ter uma mensagem
para passar -- eu é que não consigo captá-la. Ai, que saudades sinto de
quando EPC dissertou, no mesmo jornal, sobre "O Orgasmo Vertical"!


Festa dos símios... Nalguns países asiáticos, os macacos são tratados com
veneração. Durante os festejos no templo de Lopburi, ao norte de Bangkok,
o povo serve frutas e vegetais aos macacos. Até para ser macaco é preciso
ter sorte! Estão bem tratados, têm o pêlo que parece sêda... Afortunados!


Os intelectuais de pantufa e alcatifa, que se dedicam a escrever "História"
pelos recortes de jornais, deviam ler o artigo do historiador angolano, Carlos
Pacheco, publicado hoje no "Público". Por favor, em face daquilo que nos
venderam como sendo "história do MPLA", digam-nos que Carlos Pacheco
não tem razão nos factos que aponta. António Barreto, Maria Filomena Mónica
e José Pacheco Pereira devem corar de vergonha, se é verdade o que refere
Carlos Pacheco: que Viriato da Cruz (1928-1973) foi o real fundador do MPLA
e não Agostinho Neto. Ao esquecerem ou ignorarem Viriato da Cruz -- que
era maoista -- quizeram "colar" o MPLA ao PC, onde militava a maior parte
dos estudantes que vinham das colónias para a Univerdade Portuguesa.
Afinal, parece haver muitos "revisionistas" a fazer história... Então, onde é
que colocam Viriato da Cruz, o cérebro da orgânica administrativa do MPLA,
o criador da sua bandeira? Esqueceram-se dele, só porque foi para a China?







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